Quem procura uma viagem diferente dos roteiros de costa a costa pode olhar para o Missouri. De um lado está St. Louis, às margens do Mississippi. Do outro, Kansas City, uma cidade que se divide entre os estados do Missouri e do Kansas. As duas têm ligação com a época em que os americanos avançaram rumo ao oeste e, ao mesmo tempo, criaram cada uma o seu jeito em música, comida e esporte.

Como a distância entre elas é curta, muitos viajantes unem as duas num mesmo plano, sem precisar de voos internos longos. Os valores citados aqui são faixas estimadas, em dólares americanos, e mudam conforme a época do ano.

Duas cidades, um mesmo pedaço do país

Estão entre os centros urbanos mais relevantes do interior americano. Por terem sido pontos de passagem na marcha para o oeste, guardam essa memória em monumentos, museus e até na maneira como as ruas foram traçadas. Ao longo do tempo, cada uma construiu uma cultura própria, com ênfase em música, gastronomia e esporte.

Como a ligação entre elas é rápida, dá para visitar as duas sem depender de grandes deslocamentos de avião dentro do país, o que atrai quem quer conhecer o miolo dos Estados Unidos.

De uma cidade à outra: carro, ônibus ou avião

A ligação mais usada é a Interstate 70, bem sinalizada, que atravessa o Missouri de leste a oeste. Dirigindo, conte de 3h30 a 4h30, conforme o trânsito e as paradas em cidades pequenas ao longo da estrada.

Há ainda ônibus entre as cidades, geralmente mais baratos do que alugar um carro, e voos domésticos curtos para quem quer ganhar tempo. Dentro de cada uma, o transporte público é menos extenso do que em metrópoles como Chicago, e por isso muita gente recorre a carro alugado ou aplicativo para ir de uma atração a outra.

O que ver em St. Louis

O Gateway Arch é o cartão-postal: um monumento de aço de quase 192 metros em homenagem à expansão para o oeste. Cápsulas internas levam até o topo, com vista do Mississippi e da cidade. O ingresso fica numa faixa estimada de US$ 15 a US$ 25.

Além do Arch, a cidade tem o Missouri Botanical Garden, um dos jardins botânicos mais antigos do país, o Saint Louis Zoo, de entrada gratuita na maior parte das exposições, e o Forest Park, um dos maiores parques urbanos dos EUA, que reúne museus, trilhas e áreas de lazer numa mesma região.

O que ver em Kansas City

A fama de Kansas City vem da música, em especial do jazz. O bairro histórico de 18th and Vine conserva esse legado com o American Jazz Museum e com o Negro Leagues Baseball Museum, que conta a história das ligas de beisebol afro-americanas anteriores à integração racial do esporte profissional.

Fontes espalhadas pelos bairros deram à cidade o apelido de 'City of Fountains'. Há também a Country Club Plaza, com arquitetura inspirada em Sevilha, lojas e restaurantes. E o Nelson-Atkins Museum of Art, que tem entrada gratuita na coleção permanente, interessa a quem gosta de artes visuais.

Barbecue, jazz e sabores da região

Kansas City é uma das capitais do barbecue nos EUA: o estilo local reúne vários cortes defumados e um molho meio adocicado, servido em casas tradicionais, muitas abertas há décadas. É comum que o jantar venha com música ao vivo, já que várias dessas casas misturam as duas coisas no mesmo ambiente.

Em St. Louis, dois pratos marcam a cozinha local: o toasted ravioli, um ravióli empanado e frito, e o gooey butter cake, bolo denso e bem doce. A cidade também tem uma tradição cervejeira antiga, herdada dos imigrantes alemães que se instalaram ali no século 19.

Quanto custa a viagem combinada

Para cerca de cinco a sete dias nas duas cidades, a hospedagem em hotéis de padrão intermediário fica numa faixa estimada de US$ 90 a US$ 180 por noite, de acordo com o bairro e a época. O aluguel de carro para o trecho entre elas costuma ficar em aproximadamente US$ 35 a US$ 70 por dia, conforme a categoria.

Uma refeição em lugar informal, como as casas de barbecue de Kansas City, sai por algo entre US$ 12 e US$ 25. Atrações pagas, como o Gateway Arch, têm ingressos de US$ 15 a US$ 30 aproximadamente. São números de referência, sujeitos a mudar com a temporada e com o câmbio.

Pontos de atenção para quem sai do Brasil

Antes de fechar passagens, confirme as exigências de entrada nos EUA, incluindo se o seu caso pede visto de turista ou autorização eletrônica. Essas regras são oficiais, valem para cada viajante de forma diferente e podem mudar. Consulte o site do Departamento de Estado, o do ESTA, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) ou o consulado americano no Brasil.

Essas cidades recebem menos turistas estrangeiros do que Nova York ou Orlando. Por isso, vale conferir com antecedência os horários de funcionamento: certos museus e pontos turísticos abrem menos horas em alguns dias da semana ou fora da alta temporada.

Erros comuns

  • Encarar a estrada entre as cidades sem folgaFazer St. Louis e Kansas City num único dia corrido, sem paradas, pesa no resto da viagem. Reserve meio dia para o trajeto e viaje com mais conforto.
  • Ignorar horário reduzido dos museusAlguns abrem menos em certos dias ou na baixa temporada. Cheque o horário no site oficial antes de ir.
  • Contar com muito transporte públicoAs duas cidades têm redes mais enxutas do que as grandes metrópoles. Carro alugado ou aplicativo costuma resolver melhor.
  • Chegar sem mesa às casas de barbecue mais famosasAs mais conhecidas têm fila nos horários de pico. Vá fora do almoço e do jantar ou reserve antes.
  • Tratar os documentos com descuido por serem destinos menos turísticosAs regras de entrada nos EUA não mudam de cidade para cidade. Verifique a documentação com o mesmo cuidado de qualquer outro destino americano.

Perguntas frequentes

  • Quanto tempo se leva de St. Louis até Kansas City dirigindo?

    Pela Interstate 70, de 3h30 a 4h30 no volante, a depender do trânsito e das paradas pelo caminho.

  • Compensa unir as duas cidades numa viagem só?

    Compensa. Elas ficam relativamente perto, o que permite um roteiro de cinco a sete dias com atrações históricas, museus e a comida típica de cada lugar.

  • Brasileiro precisa de visto para ir a St. Louis e Kansas City?

    A exigência depende da situação de cada viajante e pode mudar. Antes de planejar, veja o que dizem os sites do Departamento de Estado, do ESTA e da CBP, ou o consulado americano no Brasil.

  • Quando é melhor viajar para essas duas cidades?

    Dá para ir em quase qualquer mês. Na primavera e no outono as temperaturas são mais suaves; o verão esquenta e o inverno pode ser bem frio.

  • O que não deixar de provar ou ver em Kansas City?

    O barbecue local e o bairro de 18th and Vine, onde ficam o American Jazz Museum e o Negro Leagues Baseball Museum, estão entre os programas mais ligados à identidade da cidade.

Fontes e referências

Esta página foi escrita pela Redação Drosepro, que parte de fontes oficiais para cada guia. O passo a passo do nosso trabalho está na página de metodologia e fontes.

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