Quem pensa em Seattle lembra logo da chuva, mas a cidade está cercada por um dos cenários mais verdes da Costa Oeste: montanhas, ilhas e florestas a poucas horas de viagem. De junho a agosto, chove menos e o céu abre com mais frequência, e isso torna o verão uma boa fase para juntar vida urbana e natureza.

Com quatro a seis dias, você percorre o centro, a orla da baía e ao menos um destino ao ar livre no Noroeste do Pacífico, região que abrange Washington, Oregon e parte da Colúmbia Britânica, no Canadá. O roteiro abaixo foi pensado para casais que gostam de ritmo calmo e de variar entre cultura de cidade e paisagem.

Do aeroporto ao centro e além

O aeroporto de Seattle-Tacoma (SEA) fica a uns 20 quilômetros do centro. O Link Light Rail, o metrô leve, liga o terminal ao Downtown em pouco mais de 30 minutos e custa bem menos do que um táxi ou um aplicativo.

Dentro da cidade, ônibus e o mesmo metrô leve bastam se o plano é ficar nos bairros centrais e na orla. Para passeios mais afastados, como Rainier ou a Península Olímpica, o carro alugado é a escolha prática, já que o transporte coletivo nessas áreas é restrito.

Lembre que Seattle se espalha por colinas, e certas caminhadas cansam mais do que a distância no mapa deixa supor.

Um dia no Downtown e no Pike Place

O Pike Place Market é um símbolo da cidade. Bancas de peixe, flores e produtos da região funcionam ali desde o início do século 20, e o mercado guarda a primeira loja da Starbucks, que atrai filas. Se preferir fugir delas, há outras cafeterias nas redondezas com boa fama entre os moradores.

Em volta, o Downtown traz construções antigas, o bairro de Pioneer Square, considerado o núcleo original da cidade, e a orla com o Seattle Aquarium e passeios para observar a vida marinha. Durante o dia a área fica agitada, e à noite é mais sossegada do que o centro de outras metrópoles americanas.

Andar pelo Downtown e por Pioneer Square costuma tomar meio dia, ainda mais com uma refeição no mercado.

A torre e o complexo do Seattle Center

A Space Needle foi erguida para a Feira Mundial de 1962 e dá uma vista ampla da cidade, da baía e, em dia claro (mais comum no verão), do Monte Rainier. No complexo ao redor, o Seattle Center, ficam museus, o Chihuly Garden and Glass, com obras de vidro de Dale Chihuly, e espaços de eventos durante o ano.

Ali perto está também o Museum of Pop Culture (MoPOP), com mostras sobre música e cultura pop, uma boa pedida se vocês gostam de música atual ou de cinema. O conjunto toma a tarde toda, principalmente se quiserem entrar em mais de um museu.

Montanha e floresta: Rainier e Península Olímpica

O Monte Rainier, um vulcão coberto de neve que se enxerga de vários pontos da cidade quando o céu está limpo, fica a umas duas horas de carro e é parque nacional. Há trilhas de vários níveis e mirantes fáceis de alcançar, mesmo para quem não quer caminhar muito: dá um dia de passeio inteiro para quem busca natureza a dois.

A Península Olímpica, a oeste, junta paisagens bem diferentes numa área pequena, como florestas úmidas de clima temperado, a exemplo da Hoh Rainforest, e trechos de costa rochosa. É preciso pegar balsa ou encarar uma estrada longa, então vale reservar pelo menos dois dias fora da cidade.

Os dois locais são administrados pelo Serviço Nacional de Parques ou por órgãos estaduais, e as taxas de entrada variam conforme o parque e a época.

De balsa pelas ilhas de Puget Sound

Seattle fica no Puget Sound, um braço de mar cercado de ilhas que servem para passeios de um dia ou noites de hospedagem. A mais próxima é Bainbridge Island, a cerca de 35 minutos de balsa do Downtown. Só a travessia, com a cidade e as montanhas ao fundo, já é considerada um dos programas mais gostosos da região.

Para um clima mais romântico, as San Juan Islands, mais distantes, têm paisagens calmas e, em certos períodos, chance de avistar orcas. Exigem mais deslocamento e, normalmente, ao menos uma noite por lá.

Quem tem pouco tempo pode optar por um passeio de barco pela própria baía de Seattle, sem sair da cidade.

Onde se hospedar a dois

Para casais, Capitol Hill e Queen Anne costumam agradar pela mistura de gastronomia, vida noturna sem excesso e proximidade das atrações centrais. Capitol Hill tem bares e restaurantes mais descontraídos; Queen Anne oferece vistas altas da cidade e da baía, com ruas residenciais calmas.

No Downtown, a diária em hotéis de padrão intermediário no verão fica numa faixa estimada de US$ 150 a US$ 250, podendo cair em outras estações. Restaurantes informais cobram em torno de US$ 18 a US$ 35 por pessoa, e os pratos de frutos do mar, um destaque local, oscilam bastante de preço de uma casa para outra.

Por que o verão agrada tanto

De junho a agosto Seattle recebe menos chuva e tem temperaturas amenas, raramente altas. É também quando há mais dias de céu limpo, o que favorece a vista do Rainier e os passeios por ilhas e parques.

No resto do ano a chuva é frequente, principalmente de outubro a abril. Isso não impede a viagem, mas diminui as opções ao ar livre e a visibilidade de lugares altos, como a Space Needle e o próprio Rainier.

Erros comuns

  • Não ter plano B para a chuvaPancadas rápidas acontecem até no verão. Deixe programas cobertos como alternativa no roteiro.
  • Ir ao Monte Rainier sem olhar o tempo da montanhaMesmo com a cidade ensolarada, o vulcão pode estar sob nuvens. Veja a previsão específica do local antes de sair.
  • Achar a Península Olímpica pertoEla é maior e mais isolada do que parece no mapa, e pede balsa ou uma estrada longa de carro.
  • Reservar tarde a hospedagem nas San Juan IslandsHá poucas opções, e os preços sobem rápido no verão.
  • Contar com frutos do mar baratosApesar da fama da região, os pratos costumam sair caros nos restaurantes turísticos do Downtown.

Perguntas frequentes

  • Em que época vale mais a pena ir a Seattle?

    De junho a agosto, quando chove menos e o céu costuma ficar aberto, o que combina com passeios ao ar livre.

  • Preciso de carro em Seattle?

    No centro, não. Para ir ao Monte Rainier ou à Península Olímpica, porém, o carro costuma facilitar bastante.

  • Consigo ver orcas por perto?

    Às vezes, nas San Juan Islands e em certos períodos do ano. O avistamento depende da época e nunca é garantido.

  • Quantos dias reservar para Seattle e arredores?

    De quatro a seis dias, o suficiente para a cidade e pelo menos um passeio de natureza fora dela.

  • Seattle compensa fora do verão?

    Compensa, mas a chuva aparece mais, o que reduz passeios externos e a visão de cima nos mirantes.

Fontes e referências

Esta página foi escrita pela Redação Drosepro, que parte de fontes oficiais para cada guia. O passo a passo do nosso trabalho está na página de metodologia e fontes.

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