Quem faz as contas da primeira viagem aos EUA costuma olhar só para o voo e o hotel, e é aí que o orçamento estoura. Na prática, você também vai pagar comida, deslocamentos, ingressos e ainda precisa guardar uma folga para o que não deu para prever. Como cidade, mês e cotação do dólar mexem em tudo, trabalhe com faixas estimadas e evite fixar um número único.

Abaixo você vê cada categoria de gasto, com valores aproximados em dólares. Eles servem de ponto de partida e podem subir ou descer conforme a região e a época em que você for.

O voo é a primeira conta grande

Saindo do Brasil, o bilhete aéreo quase sempre pesa mais do que qualquer outro item da viagem. O preço depende de onde você embarca, de onde pousa, do mês e de quanto tempo antes você compra. Dezembro, janeiro e julho encarecem as passagens; fevereiro, março, setembro e outubro tendem a ficar mais leves no bolso.

Pesquisar mais de um aeroporto de chegada e aceitar uma conexão no lugar do voo direto abre mais possibilidades e, em certos casos, derruba o total pago.

Quanto custa dormir: hotéis, motéis e alternativas

A diária muda bastante de uma cidade para outra. Em Nova York ou San Francisco, um hotel simples fica numa faixa estimada de aproximadamente US$ 120 a US$ 200 por noite. Em cidades menores e em motéis de beira de estrada, a conta cai para algo como US$ 70 a US$ 120. Apartamentos de temporada e hostels também ajudam a baixar o gasto, principalmente se você viaja em grupo ou fica muitas noites.

Fique de olho nas cobranças além da diária: algumas hospedagens adicionam taxa de serviço e estacionamento, e isso entra na soma final.

Comida: o que esperar gastar em cada dia

O quanto você gasta comendo depende do estilo das refeições. Num fast-food, conte com uma faixa aproximada de US$ 10 a US$ 15. Num restaurante casual, almoço ou jantar fica em torno de US$ 20 a US$ 40 por pessoa, antes de bebida e gorjeta. E a gorjeta, normalmente de 15% a 20%, não vem embutida no cardápio: você soma por fora ao valor da conta.

Se o seu hotel tem cozinha, vale preparar algumas refeições. Comprar o café da manhã no supermercado também alivia o gasto diário.

Como você vai se mover pelo país

O gasto com deslocamento muda conforme o roteiro. Em Nova York, Chicago ou Washington, um passe de metrô e ônibus para vários dias costuma sair mais barato que táxi ou aplicativo. Já em Orlando e perto de parques nacionais, é comum precisar de carro alugado. A diária estimada depende da categoria, da época e do seguro, e ainda entram combustível, pedágio e estacionamento.

Para ir de uma cidade distante a outra, compare o voo doméstico com ônibus de longa distância ou trem. Esses últimos demoram mais, mas em algumas rotas custam menos.

Ingressos de atrações, parques e passeios

Os ingressos variam muito. Parques temáticos grandes têm o bilhete diário mais caro de toda a viagem, enquanto museus, mirantes e passeios ao ar livre costumam custar menos, e alguns são gratuitos. Nos parques nacionais do National Park Service, existe uma taxa de entrada, cobrada por carro ou por pessoa, e o valor muda de parque para parque.

Comprar com antecedência os ingressos das atrações mais disputadas garante a vaga e evita pagar mais caro por pacotes revendidos por terceiros.

Dólar, imposto no caixa e cobranças escondidas

A cotação do dia da compra e as tarifas de conversão de bancos, cartões e casas de câmbio mexem no total da viagem. Há ainda o sales tax: em muitos estados, o imposto sobre vendas é somado ao preço de lojas e restaurantes só na hora de pagar, e a alíquota varia de estado para estado e às vezes de cidade para cidade.

Pesquise as condições do cartão de crédito ou do cartão pré-pago que você vai usar antes de embarcar. Uma diferença pequena de taxa vira um valor considerável ao longo de vários dias.

Uma folga para imprevistos e um jeito simples de acompanhar tudo

Separe uma quantia extra, fora do orçamento de cada categoria, para casos como voo atrasado, troca de hotel ou um problema de saúde pequeno. Muita gente calcula essa folga como um percentual do total da viagem. Ela não deve entrar no dinheiro de passeios e compras.

Uma planilha simples, com colunas por categoria e linhas por dia, mostra rápido quando algum gasto está passando do planejado e dá tempo de ajustar o resto da estadia.

Erros comuns

  • Esquecer a gorjeta na conta da comidaEla fica fora do preço do cardápio e gira em torno de 15% a 20%. Coloque essa margem no seu gasto diário com refeições.
  • Ignorar o sales tax nas comprasO imposto aparece só no caixa e muda conforme o estado. Conte com ele ao estimar o que vai pagar em lojas e restaurantes.
  • Deixar o transporte entre cidades de ladoCarro alugado, gasolina e pedágio pesam mais do que parece. Pesquise as alternativas antes de fechar o roteiro.
  • Viajar sem folga para imprevistosUm voo remarcado ou uma emergência pequena gera despesa que você não previu. Guarde um valor separado do orçamento principal.
  • Não comparar as taxas do cartãoIOF e conversão não são iguais em todos os cartões e podem encarecer a viagem. Compare as condições antes de embarcar.

Perguntas frequentes

  • Existe um valor médio para 10 dias nos EUA?

    Não há um número que sirva para todo mundo, porque cidade, tipo de hotel e mês mudam muito a conta. Ajuda mais somar categoria por categoria do que procurar uma média.

  • Preciso mesmo deixar gorjeta?

    Não é uma obrigação legal, mas é um costume muito forte em restaurantes e vários serviços. O padrão fica entre 15% e 20% sobre a conta.

  • Compensa mais pagar em dólar ou em real na maquininha?

    A resposta depende das taxas de conversão do seu cartão. Compare as condições do banco ou da bandeira antes de escolher.

  • Como gastar menos com hotel?

    Compare tipos de hospedagem, prefira ficar perto de metrô ou ônibus e olhe as taxas extras de cada reserva, porque elas pesam na diária final.

  • Vale levar dólares em papel?

    Uma quantia pequena serve para gastos miúdos. A maior parte do que você pagar pode ir no cartão de crédito internacional.

Fontes e referências

Este guia vem da Redação Drosepro, que parte de fontes oficiais para escrever. O passo a passo da produção está na página de metodologia e fontes.

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